Goiânia, terça, 24 de janeiro de 2017
24/08/16 150930 visualizações

Veja lista de quem foi preso hoje pela Polícia Federal em Goiás



Foto: Divulgação

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira, 24 de agosto, uma operação (chamada "Decantação") para desarticular uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 4,5 milhões em recursos federais por meio da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Segundo as investigações, as verbas eram destinadas ao pagamento de dívidas políticas de campanhas do PSDB.

Veja, abaixo, a lista dos principais alvos dessa operação:

Prisão temporária:
José Taveira Rocha, presidente da Saneago
Robson Borges Salazar, diretor de Gestão Corporativa da Saneago
Afrêni Gonçalves Leite, presidente estadual do PSDB-GO e diretor de expansão da Saneago(na foto)
Nilvane Tomás Sousa Costa, sócia da Sanefer Construcoes e Empreendimentos e de outras três empresas

Prisão Preventiva:
Ridávia Matos Azevedo, superintendente Metropolitano da Saneago
José Raimundo Alves Gontijo, gerente do Pregão da Saneago
Emmanuel Domingos Peixoto, presidente da Comissão de Licitações da Saneago
José Vicente da Silva, membro da Comissão de Licitação da Saneago
Luiz Humberto Gonçalves, ex-suplente de deputado estadual do PTB, renunciou ao mandato em 2013 para continuar na Saneago. É de Formosa e conhecido como Beto da Saneago.
Frederico José Navarrete Lavers, sócio da Navarrete Engenharia, Prestação de Servicos
Gilberto Richard de Oliveira, proprietário da Artesanal Perfuracoes e Saneamento Ltda
Rafael Santa Cruz Ferreira Sá, trabalha na Empresa Tecnobombas
Charles Humberto de Oliveira, empresário e sócio de quatro empresas em Goiás, todas com 'Agel' no nome
Eduardo Henrique de Deus, estudante das Faculdades Objetivo
Carlos Eduardo Pereira da Costa, sócio da Sanefer e de outras 10 empresas

Todos os nomes acima foram alvo de busca e apreensão. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios. Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos. Ao todo, a Operação Decantação cumpre 120 mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa e Itumbiara, em Goiás, além.

Dirigentes e colaboradores da Saneago fizeram licitações fraudulentas, por meio da contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso. A consultoria contratada pela Saneago também é suspeita de favorecer empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.

Dinheiro público federal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do Bando Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da Caixa Econômica Federal foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas.

A investigação teve início com a apuração de fraudes em licitações para o fornecimento de estação elevatória de água do sistema de abastecimento de Luziânia (GO) (Sistema Produtor Corumbá IV). Desdobramentos do trabalho identificaram também irregularidades em licitações e contratos para a ampliação do sistema de esgoto de Goiânia (Sistema Meia Ponte).

O contrato de repasse do Sistema Produtor Corumbá IV envolve recursos de R$ 117,3 milhões. Durante a fiscalização, foi identificado direcionamento de licitação, alteração de quantitativos sem justificativa, inclusão de equipamentos de alto valor e maior reajuste de preços. As irregularidades geraram prejuízo efetivo de mais de R$ 1 milhão e prejuízo potencial de R$ 6 milhões. O valor fiscalizado é de cerca de R$ 45 milhões.

Em relação ao Sistema Meia Ponte, que envolveu aplicação de recursos de R$ 67,4 milhões, o ministério apurou falhas na elaboração de serviços de transporte e descarga de materiais; de formas compensadas para moldagem de concreto armado; de serviços de escavação e carga de material de jazida; além da execução contratual em ritmo lento. Dos pagamentos já efetuados (R$ 16,7 milhões), foi identificado prejuízo efetivo de R$ 3,4 milhões. Também foram fiscalizados recursos em cerca de R$ 30 milhões ainda não pagos, com identificação de prejuízo potencial de R$ 1,7 milhão.

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