Goiânia, terça, 24 de janeiro de 2017
08/01/17 4842 visualizações

Marconi enrola aprovados para Agente Prisional desde 2014



Foto: Divulgação

O grupo de aprovados no concurso para Agente Prisional de 2014 pede a homologação do concurso e nomeação dos aprovados já há quase três anos. Estava previsto para 2014 o preenchimento de 305 vagas e formação de cadastro de reserva. A falência do Sistema Prisional de Goiás tem possibilitado que muitos criminosos continuem soltos ou foragidos da Justiça. Mesmo perdendo várias ações por preterir os concursados, o governador Marconi Perillo (PSDB) recorre para manter temporários, ganhar tempo e, assim, "economizar" com salários.

Em janeiro de 2016, há um ano, o Ministério Público julgou uma Ação Civil Pública que determinava o Estado a realizar concurso público para contratação de 1.083 agentes de segurança penitenciária, incluindo os aprovados no concurso de 2014. Passados doze meses, o governo continua contratando temporários.

O quadro de servidores é composto por 1.200 agentes penitenciários temporários e comissionados. Quase o dobro do número de efetivos: 760. Todo esse contingente trabalha hoje em 110 unidades prisionais, onde vivem 19 mil presos. Mês passado o governador ainda conseguiu aprovar na Assembleia um projeto de sua autoria que cortou 30% da gratificação de periculosidade dos temporários.

Mesmo já tendo realizado um concurso público em 2014 para o provimento de 305 vagas e formação de cadastro de reserva para o cargo de agente de segurança prisional, até hoje o Estado não convocou os aprovados alegando “vícios” na prova do psicotécnico. Quase que paralelamente a realização do concurso, o Estado lançou um edital para contratação temporária de 1.625 vigilantes.

O governo alega falta de aprovados em concurso para contratar servidores temporários, mas limita as vagas do concurso público para abranger somente 1/5 (um quinto) das vagas que precisam ser providas, estabelecendo, inclusive, cláusula de barreira, impossibilitando que candidatos classificados sejam aprovados por não atingirem o número de vagas que foram tendenciosamente limitadas.

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