Goiânia, quinta, 23 de março de 2017
08/01/17 38013 visualizações

Além de IPVA mais alto do país, goianos pagarão pedágio de R$ 30



Foto: Divulgação

Está no Jornal Opção que cerca de 600 quilômetros de rodovias estaduais de Goiás devem ser privatizadas nos próximos meses pelo governador Marconi Perillo (PSDB) e pelo presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) Jayme Rincón (PSDB). Segundo o deputado José Nelto, líder do PMDB na Assembleia Legislativa, trata-se de um absurdo, já que o preço médio de cada pedágio deve girar em torno de R$ 30 e os goianos já pagam o IPVA mais alto do Brasil.

“O governador quer sitiar Goiânia com pedágios. Quer fazer a cobrança em todas as saídas da capital, o que não é justo. A população já paga o IPVA mais caro do país e taxas altíssimas do Detran vai pagar mais este pato? E onde está o dinheiro do fundo criado para o Rodovia?”, questiona José Nelto. O peemedebista afirmou que entrará com representação no Ministério Público Estadual e com uma ação civil pública na Justiça para impedir que a população sofra com mais essa cobrança.

José Nelto ainda lembra que, mesmo em Minas Gerais, onde a malha viária é maior e mais movimentada que a goiana, não há este tipo de cobrança. “Isso foi copiado do governo tucano de São Paulo, que faz o paulista pagar duas vezes pelas rodovias estaduais. Marconi quer fazer o mesmo com os goianos, se utilizando, inclusive, dos processos licitatórios viciados da Agetop. Nós do PMDB não aceitaremos isso”, pontua.

O edital para a escolha da empresa que vai gerir as estradas deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2017. Segundo Jayme Rincón, o lançamento do certame depende de estudos que estão sendo finalizados pela Fundação Getúlio Vargas.

Devem ser privatizadas todas as saídas e entradas de Goiânia, sitiando a capital. Isso inclui, entre outras, as rodovias estaduais que ligam Goiânia a Cidade de Goiás, Goiânia a Cristianópolis, Goiânia a São Franciso de Goiás, Goiânia a São Luis dos Montes Belos e o trecho entre Morrinhos e Caldas Novas.

“A estimativa inicial indica que 600 quilômetros poderiam ser concedidos à iniciativa privada. Não conseguimos avançar mais do que isso, uma vez que nossas rodovias ainda não têm a mesma atração financeira e econômica que rodovias do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. Mas o que for possível, vamos transferir para a iniciativa privada porque o pedagio é a taxa mais justa que existe”, defende Jayme em entrevista ao Opção.

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