Goiânia, quarta, 13 de dezembro de 2017
17/04/17 2822 visualizações

Agentes prisionais terão salário menor do que o previsto; MP investiga



Reprodução / TV Anhanguera

O Ministério Público de Goiás (MP/GO) investiga se a redução do salário dos candidatos proavdos no concurso público para agente prisional do estado é inconstitucional e se houve desvio de finalidade. O inquérito foi aberto após a nomeação, na semana passada. Foi quando os aprovados no processo seletivo aberto em 2015 descobriram que vão receber quase metade do salário previsto na época, que era de R$ 2,8 mil. Uma lei, aprovada depois do certame, reduziu o valor.

À TV Anhanguera, um dos aprovados disse que em várias reuniões com o Governo de Goiás receberam a garantia que, apesar da lei, os vencimentos não seriam reduzidos.
"Nós tivemos algumas reuniões, inclusive com o vice-governador, que foi garantido a nós que não seria alterado no nosso concurso para o salário de R$ 1,5 mil porque estava previsto no nosso edital o salário de R$ 2,8 mil, que hoje atualizado seria em torno de R$ 3,8 mil”, reclama.

Para a promotora de Justiça Villis Marra a aplicação da nova lei pode estar burlando o edital do certame. “Se muda a nomenclatura de cargos, muda-se o valor do salário com patamar bem abaixo, enquanto que as funções continuam as mesmas. Então, na realidade, isso pode caracterizar uma burla à regra do concurso público”, disse à TV Anhanguera.

Ao todo são 452 nomeados, sendo 305 vagas preenchidas e 120 para cadastro de reserva. Eles têm 30 dias, que podem ser prorrogados por mais 30 para assumir os cargos. As oportunidades são para várias regionais do estado.

Os candidatos já passaram por seis etapas, incluindo o curso de formação. O concurso foi homologado no mês passado.

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