Goiânia, quinta, 24 de maio de 2018
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Péssimas condições de presídios goianos causaram crise prisional





Uma reportagem do jornal O Popular publicada nesta segunda (29) deixa clara a responsabilidade do governador Marconi Perillo (PSDB) na crise prisional vivida por Goiás. Segundo apurou o jornal, mais de 50% das unidades goianas foram avaliadas como péssimas ou ruins, segundo relatórios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Os especialistas ouvidos pela reportagem são claros em afirmar que essas falhas estruturais, que são de total responsabilidade de Marconi e seus auxiliares, são determinantes para que facções criminosas, como o PCC e o CV, atuem nas cadeias.

Para a socióloga e professora da Universidade Federal do ABC (UFABC) Camila Nunes Dias, a péssima estrutura física contribui para a superlotação, deterioração das prisões e da relação entre os presos. “Nessa situação surgem os grupos que acabam se organizando nesse espaço”, explicou.

É justamente isso que ocorre em Goiás. Segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sspap), Goiás tem 79,9% de superlotação em presídios, pois há 14.999 presos para as 8.339 vagas. A situação, portanto, é grave, já que o governo sabe do problema, mas nada faz para solucionar.

Mais uma vez, a realidade desautoriza Marconi Perillo, que, no auge da crise, colocou a culpa no governo federal por causa das péssimas condições das cadeias goianas. Além de ter sido desmentido nacionalmente pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, fica claro que a culpa é do próprio tucano, que está há 20 anos no poder e nunca melhorou o sistema prisional.

Um bom exemplo é o presídio de Anápolis, que está em obras desde 2013, mas até hoje não foi inaugurado. Apesar disso, ele já recebeu presos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, que vive superlotado.  

Para o promotor de Justiça, Haroldo Caetano, licenciado do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), as facções só existem por causa da ausência do Estado. Além disso, ele critica o governo, que tentou colocar a culpa só nos grupos criminosos pela recente crise prisional no Estado.

Segundo ele, colocar a culpa das rebeliões nas cadeias é um “discurso reducionista”, que interessa a quem administra os presídios, já que exime toda a responsabilidade de Marconi e todos os responsáveis pela segurança pública nos últimos anos.

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