Goiânia, sbado, 21 de julho de 2018
21/03/18 6987 visualizações

Após doar R$ 8,8 bi à Enel, Marconi e Eliton isentam ICMS atrasados





Após fazer Goiás perder R$ 8,8 bilhões de receita de ICMS nos próximos 29 anos em que concedeu isenção a Enel, a gestão Marconi Perillo/Eliton (PSDB) querem que os deputados votem o perdão de todas as dívidas relativas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços anteriores a 2015.

O projeto contou com intensa discussão por parte de deputados de oposição na última semana, mas não foi apreciado em segunda e última votação por falta de quórum. Não houve deputados suficientes para votação na última quinta-feira e nem nesta terça, 20. 

A Celg D, vendida por Marconi Perillo à Enel por preço de banana. A ex-estatal tem receita líquida anual de R$ 4,5 bilhões. Desses R$ 4,5 bilhões, cerca de R$ 900 milhões a R$ 1,1 bilhão são repassados anualmente ao governo do Estado via ICMS – que é o mais caro do Brasil. Em 28 anos, haverá renúncia de cerca de R$ 50 bilhões de receita de ICMS por parte do Estado – mais uma das obras de Marconi Perillo - com o crédito outorgado aprovado na Assembleia.

Com mais esta anistia, pelo menos R$ 2 bilhões serão perdoados, com imenso prejuízo ao Estado e municípios. O negócio da venda da Celg foi, e continuará sendo, um enorme prejuízo aos goianos, que continuarão pagando ICMS que, em vez de virar obras e serviços aqui, servirá apenas para enxer os bolsos dos acionistas da companhia na Itália, pelo menos pelas próximas três décadas. 

 

 


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