Goiânia, quinta, 24 de maio de 2018
04/05/18 5040 visualizações

Dupla sem foro e sem tinta se desespera com proximidade da PF





O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o atual, José Eliton (PSDB), tem muitos pontos em comum. Pesquisas apontam o divórcio da dupla com o eleitorado e com o Foro Privilegiado. O primeiro por ter saído do governo para tentar o Senado em outubro, e Eliton ao ver a restrição do Foro já atingir os parlamentares. Talvez a justiça nem espere o tucano, em janeiro.  

Enxergando no horizonte o breve mandato, Eliton convive com o terror do legado que ele próprio ajudou a construir, acrescentado de uma caneta sem tinta, com um orçamento que mal consegue pagar a Folha de Pagamento do servidor. Ao mesmo tempo em que precisa requentar as promessas que seu criador já cansou de reciclar pelo interior por vários anos.   

O desespero do atual e ex-inquilino do Palácio das Esmeraldas não é de hoje. Com as delações dos executivos da Odebrecht, ricas em detalhes mostrando que o governador de Goiás recebeu pelo menos R$ 10 milhões ilegalmente da construtora e chegou a pedir pessoalmente R$ 50 milhões, a estratégia do governo para estancar a crise é negar o inegável: dizer que nunca houve contrato do Estado com a empresa.

Não importa se a Odebrecht ganhou a licitação promovida pelo Estado para a construção do VLT no Eixo Anhanguera ou que a Saneago tenha subdelegado para a Odebrecht Ambiental o serviço de esgoto em diversos municípios. Acuado e sem ter como explicar as denúncias, a estratégia adotada por Marconi Perillo (PSDB) é simplesmente falar que não existem os contratos, ainda que estejam fartamente documentados pela imprensa e em publicações oficiais do próprio governo do Estado.

Só o VLT já configura um escândalo à parte. Nunca saiu e nem vai sair do papel e também serviu para abastecer o caixa 2 do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, preso no exercício do mandato em 2010 por corrupção. Aliado próximo de Marconi, Arruda teria recebido quase R$ 500 mil desviados do VLT, orçado em R$ 1,3 bilhão, para ajudar em sua campanha a governador em 2014, afirmam os delatores. 

Investigações avançam

Marconi Perillo também apareceu em delação do executivo da Odebrecht João Pacífico, que operava nas regiões Norte e Centro-Oeste. João Pacífico revelará detalhes do esquema que regia a troca de vantagens a empresas em troca de financiamento partidário e pessoal. Na delação, João Pacífico deve citar ainda o pagamento de propina na realização das obras da Saneago em Goiás, o mais novo Petrolão do Estado, a exemplo da Celg.

Esses novos passos da Lava Jato explicam o motivo da batalha ardente de Marconi Perillo se perpetuar no poder, mesmo com os altos índices de rejeição junto à população de Goiás. O governador esperar continuar usufruindo do foro privilegiado e se safar de todas as acusações que fatalmente irão aparecer.

Marconi chegou a prometer a obra pronta até outubro de 2015. Hoje é consenso no governo que o VLT está sepultado. O que restou foi um comitê que tem um custo mensal de R$ 36 mil em salários para preservar os arquivos do projeto. Mais um absurdo que entra para o folclore político de Goiás.

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