Goiânia, quinta, 24 de maio de 2018
17/05/18 615 visualizações

Caiado: é preciso enfrentar as facções que tomaram conta de Goiás



Divulgação

Ao apoiar a aprovação do projeto que institui o novo Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), o senador Ronaldo Caiado (Democratas) defendeu o combate ao comando das facções criminosas com a nacionalização das informações, trabalho conjunto de Executivo, Judiciário e Ministério Público e investimento no setor de inteligência dos órgãos de segurança.

Durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 16, Caiado reforçou a grave situação da segurança pública no país ao mencionar a disputa de quadrilhas em Goiás pelo comando do narcotráfico no estado. “O Entorno de Brasília não é diferente da Rocinha ou do morro do Borel”, disse. O PLC 19/2018 foi aprovado na CCJ e no plenário do Senado e segue agora para sanção presidencial.

 “O estado de Goiás hoje é um estado com 11 facções disputando as regiões com maior consumo de drogas. É o caos completo. E o que nós estamos vendo é que aos termos neste projeto do SUSP a condição de poder fazer uma interligação de todas as informações e não ficar apenas incrustada em apenas um segmento da polícia, isso é uma luta antiga nossa. Ou seja, nós termos a nacionalização das informações. Não é algo restrito ao município ou ao estado. Isso vai dar uma outra capacidade para nós podermos enfrentar a causa maior da deterioração do sistema de segurança pública no país”, argumentou Caiado.

O senador falou da importância de se enfrentar a causa do caos na segurança pública que são os comandos das quadrilhas de narcotraficantes.

“Estamos aqui nesse momento com uma sinalização possível de nós começarmos a atuar, mas nós temos que atuar na causa determinante porque nós estamos aqui simplesmente tratando da situação quando ela já está deteriorada e atingindo o segmento mais pobre mais, mais carente da comunidade. A situação da violência no Entorno de Brasília, o comando do narcotráfico porque Brasília tem a maior renda per capita e passa a ter os maiores consumidores da droga neste país. Esta situação hoje  é por falta de uma política corajosa do governo federal atuando em cima dos cérebros dos pensantes daqueles que mantêm a estrutura do narcotráfico do país”, relatou ao retratar que o foco da ação contra o narcotráfico está muito mais em transportadores de drogas do que nos cabeças das facções. 

O líder do Democratas ainda enfatizou a importância do investimento no setor de inteligência dos órgãos de segurança e a atuação conjunta entre Executivo, Judiciário e Ministério Público para combater as facções.

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