Goiânia, domingo, 19 de agosto de 2018
11/06/18 4147 visualizações

Marconi quebrou Goiás e entregou conta aos servidores; entenda





O projeto de Poder do governador Marconi Perillo (PSDB) parte de uma premissa nada republicana: ‘vale tudo, só não vale perder’. Assim, o tucano sempre pôs em prática uma lógica perversa para se manter no comando do Estado por longos 20 anos. Nesse período, Marconi quebrou o Estado nas duas vezes (2006 e 2014) em que esteve prestes a ser apeado do Palácio das Esmeraldas, além de se unir a um grupo criminoso para voltar, a qualquer custo, ao cargo em 2010.

A crise que Goiás enfrenta e que agora elege exclusivamente os servidores públicos como vilões precisa ser contada em etapas, ano a ano. Aqui, o Goiás Real detalha passo a passo como Marconi agiu nos últimos anos fazendo com que o Estado chegasse na penúria em que encontra atualmente. Veja:

2010

Após rompimento com o então governador Alcides Rodrigues, Marconi Perillo trabalha de forma pesada para voltar ao governo de Goiás. Na época, por intermédio do então senador Demóstenes Torres, alia-se até ao contraventor Carlinhos Cachoeira para se fortalecer em uma disputa acirrada pelo Palácio das Esmeraldas.

2011

Eleito, Marconi se voltou contra um acordo entre o governador Alcides e o governo federal para salvar a Celg, já muito dilapidada pelos governos anteriores do tucano. A não realização do acordo foi um péssimo negócio para Goiás, impossibilitou a salvação da empresa que depois viria a ser vendida por um valor infinitamente menor.

2012

As relações nada republicanas de Marconi para voltar ao governo, em 2010, foram flagradas pelo Ministério Público Federal (MPF), que deflagrou a Operação Monte Carlo e expôs o envolvimento íntimo do governo com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na época, a popularidade de Marconi desabou.

2013

Para levantar o governo e alavancar seu projeto de reeleição, àquela altura muito ameaçado, Marconi passou a conceder reajustes indiscriminadamente. Também aumentou gastos com todos os programas sociais, com farta distribuição no interior. E, principalmente, conseguiu viabilizar pelo menos 10 bilhões em empréstimos junto ao governo federal, multiplicando a dívida do Estado.

2014

Com muito dinheiro em caixa, com obras por todo o Estado e distribuição de programas sociais, Marconi conseguiu construir sua reeleição até com certa facilidade. Com tanto poder, levou com ele uma grande bancada de deputados federais e estaduais. A farra com o dinheiro público foi gigantesca, sem nenhum controle e a menor responsabilidade.

2015

Tão logo passou o pleito, Marconi começou a mostrar que a realidade de seu governo era distante daquela apresentada na campanha. Os programas sociais foram suspensos imediatamente, as obras paralisadas (a maior parte, sem conclusão) e o governo passou a ter dificuldades até para pagar salários. Depois, as reposições dos servidores foram cortadas e diversas leis cortando conquistas foram aprovadas. De lá para cá, o tucano passou a usar a crise nacional para esconder seus malfeitos e justificar tamanho massacre ao funcionalismo. 

2016

O fantasma da Monte Carlo reaparece e o governo é atingido pela operação "Decantação". A Polícia Federal desarticula uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 4,5 milhões em recursos federais por meio da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Segundo as investigações, as verbas eram destinadas ao pagamento de dívidas políticas de campanhas do PSDB. Presidente da companhia e do PSDB Goiás são presos. 

2017
 
Governo não justifica o que fez com o dinheiro da venda da Celg e deixa servidores sem database. Governo insiste em temporários no sistema prisional, com salário de menos da metade de efetivos. Marconi Perillo (PSDB) e seu sucessor José Eliton (PSDB) não cumprem a promessa de chamar os aprovados e convocar novos concursos. 
 
2018
 
A metade do ano chega e o governo não paga os reajustes, tanto para os professores, quanto para os administrativos na Educação. Data-base não é pago e governo atrasa repasses as Organizações Sociais (OS) que leva a paralisações em hospitais, como no Hugo no final de maio. 

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