Goiânia, domingo, 24 de junho de 2018
14/06/18 196 visualizações

Protesto cobra apuração de morte de adolescentes em centro de internação



Divulgação | Rede Goiana de Mulheres Negras

Um protesto reuniu na manhã desta quarta-feira, 14, representantes de movimentos sociais, especialmente do movimento negro, que pediram a apuração da morte de nove adolescentes no Centro de Internação Provisória (CIP), localizado dentro do 7º Batalhão da Polícia Militar (PM), em maio. Um dos garotos sobreviveu e está internado em estado gravíssimo, no Hospital de Urgência Otávio Lage (Hugol).

"Eles estavam custodiados pelo Estado de Goiás e presos no Sistema Socioeducativo, quando deviam estar cumprindo medidas de ressocialização. A segurança e a integridade dos que morreram e dos que seguem no sistema é responsabilidade do Estado", frisou um panfleto distribuído no evento. 

No dia 25 de maio, os adolescentes atearam fogo a um colchão enrolado na grade de um dos alojamentos da Ala A. A cela em que estavam tinha capacidade para apenas seis pessoas, mas abrigava 10. Eles estariam protestando contra a insalubridade do alojamento.

Relatórios já mostraram que o CIP não tem condições de abrigar os adolescentes. É só um exemplo do caos do sistema prisional goiano, que ao invés de ressocializar joga seus detentos para as garras do crime ou da morte.

Desde 2012, o Ministério Público de Goiás (MP/GO) pedia a desativação do CIP.

 

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