Goiânia, domingo, 19 de agosto de 2018
14/06/18 426 visualizações

Pronta em 2003, ETE de Goiânia só faz tratamento incompleto do esgoto



Divulgação

O funcionamento da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Brito retrata bem as gestões do PSDB à frente de Goiás. Finalizada há 15 anos, a obra não faz pela população o que deveria. Pior: ainda cobra por isso.

O efluente que sai da ETE e volta ao Rio Meia Ponte tem apenas tratamento incompleto - somente a etapa primária é realizada. Assim, 50% da matéria orgânica que sai da casa dos goianienses é removida antes do despejo no leito do rio.

A quantidade de matéria sólida removida foi ainda menor: 38,65%.

Os dados foram trazidos na edição de hoje (14), do jornal O Popular, que repercutiu laudo da Polícia Técnico Científica estadual feito a pedido do Ministério Público de Goiás (MP/GO).

"Em conformidade com o laudo, entendemos que a cobrança é abusiva. O tratamento não é feito como é exigido e mesmo assim é cobrado pela Saneago. A coleta do esgoto está regular, tudo bem, mas o tratamento não", explicou ao Popular a promotora Maria Cristina de Miranda.

A partir desse estudo, o órgão pediu a suspensão imediata da taxa de tratamento de esgoto na capital, que corresponde a 20% da tarifa.

O presidente da Saneago, Jalles Fontoura, por sua vez, minimiza os estudos e finge que vai tudo, obrigado. Mais uma vez - literalmente - o goiano paga a conta. 

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