Goiânia, sexta, 20 de julho de 2018
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Prefeitos de Marconi vão questionar obras inacabadas?





O questionamento do senador Ronaldo Caiado (DEM) ao empréstimo irregular de R$ 510 milhões que o governo estadual pretende obter junto à Caixa - e que aprofundará o rombo nas finanças públicas do Estado - mobilizou prefeitos ligados ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e ao atual José Eliton (PSDB). A pergunta que não quer calar é: quando vão se mobilizar contra as mais de 400 obras inacabadas do governo - muitas delas nas cidades destes mesmos prefeitos?

O levantamento das obras feito pelo Tribunal de Contas do Estado (acesse aqui) mostra que, destas 400 obras inacabadas, 199 estão paralisadas e muitas esgotaram em mais de quatro anos o prazo de finalização. A maioria destas obras, como consta no levantamento, foram iniciadas em 2014 - poucos meses antes das eleições para o governo de Goiás.

Em Hidrolândia, onde o prefeito tucano Paulo de Rezende questiona o senador Ronaldo Caiado por querer cuidar das finanças públicas e impedir mais uma irregularidade, os hidrolenses aguardam há 300 dias a pavimentação de uma rodovia que já custou mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos.

Já Porteirão, administrada por José de Sousa Cunha (PSDB), tem obras inacabadas desde 2013 - trata-se da pavimentação de duas rodovias, uma no valor de R$ 10,5 milhões, com 1444 dias de atraso, e outra de R$ 17,1 milhões, com 1473 dias de atraso, e da construção de um bueiro simples celular de concreto, que espera 1784 dias para ser finalizado.

Em Cachoeira Alta, do prefeito Kelson Vilarinho (PSD), a população aguarda há 1400 dias o posto de atendimento do Ipasgo - obra iniciada apenas um mês antes das eleições de 2014 ao custo de R$ 195 mil. Mesma situação de Brazabrantes, do tucano Márcio Antonio Machado, que espera o mesmo posto há 1368 dias. A obra neste município foi orçada em R$ 177 mil. Em Gameleira de Goiás, do prefeito Wilson Tavares (PP), os moradores aguardam desde 2013 a ligação da rodovia GO-437 ao distrito de Macambinho. O valor da obra é de R$ 2,2 milhões.

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