Goiânia, domingo, 19 de agosto de 2018
20/07/18 2536 visualizações

Obras de novos presídios atrasam por falta de pagamento





Mesmo em período pré-eleitoral a gestão José Eliton (PSDB) não está repassando os pagamentos de três presídios que devem ser transformados em unidades de segurança máxima. As obras já  foram adiadas em mais de cinco meses.

Em dois deles, construtoras responsáveis pelas obras relatam que tiveram que diminuir o ritmo e até parar por falta de pagamento do Estado. Segundo elas, a soma do valor em atraso chega a mais de R$ 3 milhões. A informação está na capa do jornal O Popular desta sexta-feira, 20. 

Em Águas Lindas, Entorno do Distrito Federal, a obra do presídio está praticamente parada e a previsão de inauguração para julho foi adiada para dezembro. O diretor da Tríady Construtora e Incorporadora, Jorge Abdalla, afirma que a obra é tocada atualmente com apenas 20 funcionários, responsáveis pela vigilância, manutenção e limpeza do local. No início do ano seriam entre 120 e 140 trabalhadores.

De acordo com Abdalla, em 2017 o pagamento costumava ser feito em cerca de dois meses, dentro do prazo burocrático desse tipo de contrato. No entanto, o último valor que teria recebido foi em dezembro, referente a uma medição de novembro. A medição é um documento que comprova os avanços da construção. Segundo o diretor, a obra já está em fase de finalização, faltando apenas a pintura e outros detalhes do acabamento.

Já no Novo Gama, também no Entorno do Distrito Federal, a empresa GLM Construtora fala de um período de oito meses sem receber. De acordo com o sócio-proprietário, a parte administrativa da unidade do Novo Gama já está quase pronta. Já a parte dos alojamentos dos detentos está mais atrasada, apesar de já estar com piso e coberta.

Após a rebelião no primeiro dia deste ano, na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde nove morreram de maneira bárbara e 14 ficaram feridos, o governo do Estado que iria acelerar a conclusão destas unidades.

A promessa é que eles ajudem a diminuir a superlotação no sistema penitenciário e isolar presos perigosos.

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