Entrou em vigor nesta sexta-feira (9), a proibição da venda de emagrecedores derivados de anfetamina parece não ter inibido os consumidores. A proibição do comércio, estipulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 6 de outubro e publicada quatro dias depois, deu 60 dias de prazo para que os remédios fossem retirados das prateleiras. A fiscalização, que fica por conta das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, porém, não tem nenhuma norma específica para começar a agir.
A Anvisa passou mais de um ano discutindo o destino dos emagrecedores e, depois de estudos e audiências públicas, resolveu suspendê-los com o argumento de que os benefícios são menores que os efeitos colaterais. Apenas o comércio da sibutramina está liberado. Ainda assim, com restrições. Dados da agência mostram que, em um ano, são consumidos no Brasil cerca de 58t de produtos à base de anfetamina e 24t de sibutramina. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a medida atinge 1,1 milhão de brasileiros.
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