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| UNECS EM PAUTA - UNECS entrará com ação no Cade contra práticas anticompetitivas no setor de cartões |
| Data Publicação:29/11/2016 |
A União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços - UNECS entrará com uma ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra práticas anticompetitivas do setor de cartões, de acordo com Paulo Solmucci, membro da entidade e presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O pedido será protocolado no dia 23 de novembro e tem respaldo na atuação crescente dos bancos no setor de adquirência, liderado pela Cielo, de Bradesco e Banco do Brasil, e Rede, do Itaú Unibanco.
A queixa será apresentada pela UNECS, que é composta por sete entidades: Abrasel, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Associação Nacional de Materiais de Construção (Anamaco), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD).
A UNECS vai entrar com a ação no Cade um dia antes da realização de um evento sobre o futuro do mercado dos meios de pagamentos, em Brasília, e que contará com porta-voz do órgão antitruste. Na visão de um analista, o evento contribui para divulgar a ação das entidades contra o setor de cartões.
“Por conta disso, vamos ver o ruído regulatório aumentar nos próximos dias, o que para nós é apenas mais uma razão para evitar a Cielo por enquanto”, avalia Henrique Navarro, analista do Santander, em relatório ao mercado.
Na última sexta-feira (18), as ações da Cielo operaram no vermelho ao longo do pregão e fecharam em queda de 1,82%, cotadas a R$ 29,12. Em contrapartida, o Ibovespa subiu 0,32%, aos 59.961,76 pontos.
Conselhão
O presidente da CACB, George Pinheiro, membro da UNECS, passou a integrar na segunda-feira (21), o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). A reativação do Conselho inicia com nova composição, mais plural. Segmentos como saúde, segurança pública, primeira infância, esportes, economia digital, inovação e empreendedorismo ganham espaço neste novo formato.
O CDES presta assessoramento direto ao Presidente da República em todas as áreas de atuação do Poder Executivo Federal. Um dos mais importantes instrumentos contemporâneos de participação social no Brasil, o Conselho é formado por cidadãos brasileiros de reconhecida liderança e representatividade. Designados pelo Presidente da República, os conselheiros atuam por um período de até dois anos, facultada a recondução.
A diversidade dos membros do CDES conduz ao diálogo plural, com trânsito de vários tipos de informações e de pontos de vista. O trabalho feito no Conselho gera propostas que podem ser transformadas em novas políticas públicas ou contribuir para o aperfeiçoamento de políticas já existentes. As atividades do Conselho são regidas pelo Decreto nº 8.887, de 24 de outubro de 2016.
*Com informações da CACB e da Agência Estado
Fonte:ABAD
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