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O Théâtre du Soleil vem pela segunda vez ao sul do Brasil, agora com a peça Os náufragos da Louca Esperança
Data Publicação:27/11/2011

Numa realização da Prefeitura Municipal de Canoas, em parceria com o Porto Alegre em Cena, a peça estará entre 6 e 11 de dezembro, 20h, naquela cidade

 

 

Há exatos quatro anos o Théâtre du Soleil encantou o público gaúcho com as apresentações do espetáculo Les Éphémères, durante o 14º Porto Alegre em Cena. Na ocasião, foi construída uma réplica da Cartoucherie, sede oficial do grupo em Paris, no bairro Humaitá, em Porto Alegre. O grupo gostou da estada no Brasil e vice-versa. Agora, Ariane Mnouchkine volta ao sul do Brasil mas, desta vez, porém, a peça acontecerá em Canoas, numa realização da Prefeitura Municipal de Canoas, representada por Jairo Jorge, prefeito da cidade. O Porto Alegre em Cena é co-realizador do projeto.

 

Os náufragos da louca esperança (Les naufragés du Fol Espoir) é uma criação coletiva do grupo Théâtre du Soleil, escrita em parceria com Hélène Cixous a partir de ideia e encenação de Ariane Mnouchkine. A história é livremente inspirada num misterioso romance póstumo de Júlio Verne.

 

Rio de Janeiro e São Paulo assistiram ao espetáculo agora em novembro. No RS, a peça cumpre temporada de 6 a 11 de dezembro no Parque Eduardo Gomes, em Canoas. Os ingressos para estas apresentações começam a ser vendidos no dia 28 de novembro, às 9h, pelo site www.ingressorapido.com.br e pontos de venda desta empresa (serviço abaixo).

 

A turnê do Théâtre du Soleil no sul do país tem o apoio cultural da Embaixada Geral da França em São Paulo, Aliança Francesa Porto Alegre, Ingresso Rápido, Canoas Shopping e Timac Agro.

 

 

Os náufragos da louca esperança (Auroras)

 

Os náufragos do Jonathan, escrito por Júlio Verne no final do século XIX, motiva o mais recente espetáculo do Théâtre du Soleil, companhia francesa dirigida por Ariane Mnouchkine e formada por atores de variadas nacionalidades. Composto por duas narrativas paralelas, Os Náufragos da Louca Esperança (Auroras) apresenta, inicialmente, momentos anteriores à eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando pessoas fascinadas pelo cinema reuniam-se na guinguette Fol Espoir, onde desejavam filmar a ficção criada por Verne.

 

Nessa narrativa, ainda que alterados os lugares de origem e destino, emigrantes saem do Reino Unido a fim de alcançar a Austrália, mas, ao atingir as fronteiras da Patagônia, naufragam. Ali, os europeus enfrentariam os desafios da natureza e tentariam estabelecer, em meio ao isolamento, uma sociedade mais justa, igualitária e de inspiração socialista.

 

Aos 47 anos, o Théâtre du Soleil é uma das mais importantes e longevas companhias do teatro mundial. Em 2007, trouxe ao Brasil o espetáculo Les Éphémères.

 

 

 

O Théâtre du Soleil

 

Ariane Mnouchkine, nascida em 3 de março de 1939 em Boulogne-sur-Seine, é diretora de teatro e da companhia Théâtre du Soleil, que ela fundou em 1964 com seus companheiros da ATEP (Association Théâtrale dês Étudiants de Paris). Em 1970, o Théâtre du Soleil cria 1789 no Piccolo Teatro de Milão, onde Georgio Strehler acolhe e apoia com confiança a jovem companhia, que em seguida se instala na Cartoucherie, antigo edifício militar, abandonado e isolado no bosque de Vincennes, às portas de Paris. O Théâtre du Soleil concebe imediatamente a Cartoucherie como um local que permita abandonar o parâmetro de teatro como instituição arquitetural, tomando partido do abrigo em vez do edifício, numa época em que as transformações urbanas na França subvertem profundamente o lugar do humano e a posição do teatro dentro da cidade. O grupo encontra na Cartoucherie o instrumento concreto de criação do teatro, tanto erudito como popular, com o qual sonharava Antoine Vitez e Jean Vilar. O objetivo era, desde uma época anterior a 1968, estabelecer novas relações entre o público e diferenciar-se do teatro burguês a fim de fazer um teatro popular de qualidade.

 

Assim a companhia se torna, a partir dos anos 1970, uma das principais da França, tanto pelo número de artistas que abriga (mais de 70 pessoas ao longo do ano), como por sua projeção nacional e internacional. Ligada à ideia de “grupo de teatro”, Ariane Mnouchkine estabelece a ética do grupo sobre regras elementares: os profissionais formam um todo só, todos recebem o mesmo salário e o conjunto da companhia se envolve no funcionamento do teatro (manutenção diária, acolhimento do público no momento do espetáculo). O Théâtre Du Soleil é um dos últimos grupos de teatro a funcionar como tal hoje na Europa.

 

A aventura do Théâtre du Soleil constrói-se há mais de 40 anos graças a fidelidade e à afeição de um público numeroso tanto na França como no exterior. Sua trajetória é assinalada por uma interrogação constante quanto a seu papel, a função do teatro e sua capacidade para representar a época atual. Esse compromisso de tratar as grandes questões políticas e humanas sob um ângulo universal mistura-se à pesquisa de grandes formas de discurso, na confluência das artes do Oriente e do Ocidente.

 

 

Introdução a um grande período de preparação do Théâtre Du Soleil (Fevereiro de 2009)

 

Graças a quem podemos ainda ter na França um instrumento de trabalho tão esplêndido, tão modesto, tão livre, tão charmoso como a Cartoucherie? Um instrumento que nunca conheceu o cabresto institucional, pois sempre o recusou furiosamente, um lugar tão aberto, tão simples de compartilhar! E eu respondia para mim mesma: é principalmente graças aos homens e mulheres que, nos momentos mais sombrios da guerra, sonhavam com a França do pós-guerra. Eu pensava nessas pessoas.

 

Durante a ocupação, época de uma crueldade esquecida na Europa de hoje, quando reinava no país uma covardia contagiosa e devastadora, havia aqui e ali homens e mulheres que se reuniam clandestinamente, por certo para explodir trens. Para travar os combates da resistência, mas também, e talvez principalmente, para escrever a Constituição da França do pós-guerra, para sonhar a França do pós-guerra. Essas pessoas planejavam as escolas, universidades, a seguridade social, a cultura, os teatros da França libertada e novamente em pé. É graças a essas pessoas que ainda estamos aqui hoje, reunidos nesta nave. Mas já não sabemos, já não tenho certeza de que nós, artistas e pessoal da política, continuemos suficientemente fiéis a esse sonho.

 

Há, no entanto, artistas, há companhias de teatro – o Théâtre Du Soleil faz parte dessas companhias, e há até mesmo homens e mulheres da política – que se esforçam para serem fiéis a esse sonho, o sonho de um país culto, de um país esclarecido, de um país em que a ignorância seja reconhecida como a doença mais grave a ser combatida em primeiro lugar, um país em que a educação artística seja uma causa nacional. Era esse sonho poético, político, artístico que a Cartoucherie ia nos permitir viver, nós sabíamos, quando, com a cumplicidade de Janine Alexandre-Debré e de Christian Dupavillon, nós a invadimos em agosto de 1970. Era um local inculto, majestoso, tão escondido no bosque de Vincennes quanto Angkor o foi durante mil anos na floresta cambojana. Éramos seus descobridores, seus invasores, seus libertadores, seus cultivadores; íamos “torná-la melhor”, nós e aqueles que iriam se juntar a nós. Seríamos nós, os desobedientes disciplinados, que faríamos desse lugar um palácio de maravilhas, um refúgio de teatro e humanidade, um laboratório de teatro popular, um campo de experimentação e aprendizagem de tirar o fôlego. Um paraíso do povo, do qual seríamos os servos, nunca nos tornaríamos os arrendadores exclusivos. Nenhum monastério no mundo poderia nos ditar algo diferente daquilo que já considerávamos nosso dever sagrado: levar felicidade ao maior número possível de pessoas.

Nenhum egoísmo corporativista jamais nos faria lançar para fora, apenas terminando o espetáculo, o público que nos tivesse concedido a honra de queres viver duas ou quatro horas conosco, em busca do teatro, isto é, em busca do humano (...)

 

Ariane Mnouchkine

 

 

Sobre o Théâtre Du Soleil e “Os náufragos da Louca Esperança”: Adoro o cinema. Um dia talvez, em algum de nossos espetáculos, haverá cinema, uma personagem que vai ao cinema ou ficará vendo imagens cinematográficas. Mas não se trata de tentar rivalizar com o cinema [...] Faço teatro, amo o teatro. Se um dia o cinema estiver em cena, se um dia alguma personagem estiver olhando para uma tela, essa personagem só permanecerá no palco caso se torne teatral e se o cinema estiver no papel de ator de teatro. (1993)

 

Ariane Mnouchkine

 

 

 

Os náufragos da louca esperança (Auroras)

Uma criação coletiva do Théâtre Du Soleil

Escrita em parceria com Hélène Cixous e inspirada num misterioso romance póstumo de Júlio Verne

Encenação de Ariane Mnouchkine

Música de Jean-Jacques Lemêtre

Duração: 3h45min

Classificação etária: 14 anos

 

 

Ficha técnica

 

Elenco feminino:

 

Eve Doe-Bruce

Juliana Carneiro da Cunha

Astrid Grant

Olivia Corsini

Paula Giusti

Alice Milléquantt

Dominique Jambert

Pauline Poignand

Marjolaine Larranaga Y Ausin

Ana Amelia Dosse

Judit Jancso

Aline Borsari

Frédérique Voruz

Gabriela Rabelo

 

Elenco masculino:

 

Jean-Jacques Lemêtre

Maurice Durozier

Duccio Bellugi-Vannuccini

Serge Nicolai

Sebastien Brottet-Michel

Sylvain Jailloux

Andreas Simma

Seear Kohi

Armand Saribekyan

Vijayan Panikkaveettil

Samir Abdul Jabbar Saed

Vincent Mangado

Sébastien Bonneau

Maixence Bauduin

Jean-Sébastien Merle

Seietsu Onochi

 

Jean-Jacques Lemêtre – trilha sonora

Ariane Mnouchkine – idealizou o espaço do espetáculo executado por Everest Canto de Montserrat

Charles-Henri Bradier – assistente de direção

Lucile Cocito – assistente de direção (colaboração)

Serge Nicolaï, Sébastien Brottet-Michel, Elena Antsiferova, Duccio Bellugi-Vannuccini, Andreas Simma, Maixence Bauduin – cenografia

Elsa Revol, Hugo Mercier e Virginie Le Coënt – criação e operação de luz

Yann Lemêtre, Thérèse Spirli e Marie-Jasmine Cocito – criação de som

Nathalie Thomas, Marie Hélène Bouvety, Annie Tran, Simona Grassano e Cecile Gacon – criação de figurinos, com a colaboração do elenco

Danièle Heusslein-Gire – pintou as telas do espetáculo

Adolfo Canto Sabido, Kaveh Kishipur, David Buizard, Johann Perruchon e Jules Infante – construções em metal e madeira

Elena Antsiferova – acessórios de cena

Vincent Mangado e Dominique Jambert – acastelagem e mastreação

Erhard Stiefel – blocos de gelo e iceberg

Paula Giusti – reconstituiu câmeras

Olivia Corsini, Aline Borsari, Ana Amelia Dosse, Alice Milèquant, Martha Kiss Perrone – confecção da grande banquisa

Sylvain Jailloux – regulação de chassis

Andrea Marchant e Ebru Erdinc – canhões e cabines de luz

Naruna de Andrade e Pedro Guimarães – tradução

Marie Constant e Judith Marvan Enriquez – operadores de legendas

Dominique Lebourge – piso e cenário

Everest Canto de Montserrat – técnica

Etienne Lemasson – informática e organização

Claire Van Zande e Pierre Salesne – administrativo

Liliana Andreone, Sylvie Papandréou, Marian Adroher Baús e Svetlana Dukovska –relações públicas

Franck Pendino – questões editoriais

Karim Gougam, Augustin Letelier e Julia Marin – chefes de cozinha

Thomas Félix-François e Catherine Schaub-Abkarian – cartazes e programa

Marc Pujo – fisioterapeuta

Martine Franck e Michèle Laurent – Fotógrafos

 

Agradecimentos especiais à Liv Ullmann, Ministério da Cultura da Noruega, Françoise e Lorenzo Benedetti.

 

 

 

Os náufragos da louca esperança - Uma criação coletiva do Théâtre du Soleil

De 6 a 11 de dezembro, 20h - Parque Eduardo Gomes – Canoas

Av. Guilherme Schell, 3.600

Via Trensurb – Estação Fátima

Estacionamento no local

 

 

Bilheterias:

A partir de 28 de novembro, às 9h.

Os ingressos custam 100 reais. Serão respeitados todos os descontos oferecidos pelo 18º Porto Alegre em Cena.

 

 

Pontos de venda nas lojas My Ticket:
Rua dos Andradas, 1425 - loja 69 - Centro - Porto Alegre / 
de segunda a sexta das 09h às 18h e sábado s das 09 às 14h

Rua Padre Chagas, 327 – loja 06 - Moinhos de Vento - Porto Alegre / de segunda a sexta das 09h às 18h e sábado das 10h às 15h
Canoas Shopping - Av. Guilherme Schell, 6750 - Centro – Canoas  / horário de funcionamento do shopping, das 10h às 22h

 

 

Serviço de venda pela internet: www.ingressorapido.com.br

Limite de 04 ingressos por pessoa - 24h, a partir das 9h do dia 28 de novembro
Call Center: 4003-1212 - 
de segunda a sábado das 09h às 22h e domingos das 12h às 18h

 

50% de desconto para:
Estudantes, professores, classe artística, Clube do Assinante ZH (titular e acompanhante), funcionários da Prefeitura de Porto Alegre*, funcionários da Prefeitura de Canoas*, clientes Cartão Petrobras /da Caixa Econômica Federal/ do Banrisul, da Panvel, clientes Zaffari/Bourbon**, clientes da NET mediante apresentação da fatura, funcionários da NET*, funcionários da BRASKEM*, funcionários da Eletrosul* e pessoas com mais de 60 anos.

*mediante apresentação do crachá
**mediante apresentação do cartão

 

 

Mais informações: www.poaemcena.com.br

 

Apoio cultural: Embaixada Geral da França em São Paulo, Aliança Francesa Porto Alegre, Ingresso Rápido, Canoas Shopping e Timac Agro.

 

Promoção: Clube do Assinante Zero Hora

 

Financiamento: Pró-Cultura RS, Lei de Incentivo à Cultura e Ministério da Cultura

 

Realização: Prefeitura Municipal de Canoas

Co-realização: Porto Alegre Cena / SMC-PMPA

 

 

Informações para a imprensa:

bebê baumgarten/ bd divulgação





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