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O tratamento de crianças
expostas ao HIV está recebendo novas normativas do Ministério da Saúde e
nos próximos meses o esforço é conscientizar profissionais da pediatria
e outras áreas da medicina sobre a mudança.
Um dos aspectos mais importantes é o diagnóstico precoce. Filhos de mães
infectadas, se receberem o tratamento adequado, possuem menos risco de
serem afetados, chegando a ser inferior à 1%, segundo a assessora da
Comissão de Terapia Antirretroviral em Crianças e Adolescentes Vivendo
com HIV/aids do Ministério da Saúde, e representante do Hospital de
Clínicas de Porto Alegre, Carmem Lucia Oliveira da Silva
- Muitas mães são identificadas tardiamente como infectadas por HIV. São
mães que chegam com carga viral presente na hora do parto e assim se
torna muito maior o risco de transferência. Nunca é demais lembrar que
quando essa mãe chega para ter um bebê é obrigatório o teste rápido de
HIV - disse.
As principais modificações na profilaxia referem-se ao tempo de
utilização do AZT nos bebês expostos, e a inclusão da Nevirapina. O novo
protocolo recomenda a redução do uso de AZT (Zidovudina) para 4 semanas
em todos os bebês expostos, e o uso de AZT associado a Nevirapina
xarope para bebês de mães que não usaram antirretroviral (ARV) durante a
gestação, independentemente do uso de AZT peri-parto, e também para
mães que usaram ARV na gestação, mas a carga viral do HIV é desconhecida
ou maior ou igual a 1.000 cópias/mL no 3º trimestre.
- Estrutura para o trabalho existe, mas é importante que saibam desses
procedimentos. Estamos trabalhando com a Sociedade de Pediatria do Rio
Grande do Sul nesse sentido para dar o máximo de divulgação. Isso é novo
e precisa ser falado para todos médicos - completou.
O protocolo completo pode ser conferido no site da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul www.sprs.com.br.
Endereço do protocolo:
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2014/55939/08_05_2014_protocolo_pediatrico_pdf_36225.pdf
Informações para a Imprensa:
Sobre a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho
de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio
Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores
da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu
com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da
área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção
de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se
multiplicavam no atendimento específico da população infantil.
Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho
para a classe médica brasileira e, em especial, para a família
pediátrica.
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