O juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções Criminais de
Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, negou o pedido da
defesa do goleiro Bruno para que trabalhe fora da penitenciária. Com
esta decisão, o atleta fica impedido de jogar pelo Montes Claros
enquanto estiver preso.
Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão
pela morte de Eliza Samudio. Ele está detido desde julho de 2010, na
Penitenciária Nelson Hungria. Além de Bruno, outras cinco pessoas foram
condenadas pela morte de Eliza.
Em fevereiro deste ano, o advogado de Bruno, Francisco Simim, afirmou ao G1
que, mesmo em regime fechado, o jogador poderá trabalhar fora da
prisão. O atleta assinou o contrato com o Montes Claros FC, que disputa o
Módulo II do Campeonato Mineiro, segundo Simim.
O magistrado responsável pelo caso argumentou, em seu despacho, que não
há condições para cumprimento do pedidos, já que Bruno não trabalharia
na cidade onde cumpre pena. "Isso, por si só, já afastaria a
possibilidade de deslocamento diário do preso até seu local de
trabalho", explicou. Além disso, o juiz levou em consideração as
questões de segurança que seriam necessárias na adoção da medida para
impedir fugas. Isso incluiria escolta diária até o local de trabalho.
Na última terça-feira (10), foi publicada no Diário Oficial do estado a
transferência do goleiro para Francisco Sá, no Norte de Minas. Bruno
deve estar na nova penitenciária até o fim deste mês.
Procurado pelo G1, Francisco Simim afirmou que não vai tomar
nenhuma medida em relação à decisão do TJMG. “Ele vai ser transferido
para o Norte de Minas. Quem vai resolver a situação futura dele é o juiz
de competência da comarca de lá, por isso eu estou tranquilo”, disse.