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Um relatório divulgado nesta semana pela consultoria Arko Advice
informa que o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos,
a SEC (Security Exchange Commission), e o Departamento de Justiça
americano começaram a investigar as denúncias de corrupção na Petrobras.
Um time de 28 advogados e analistas dos órgãos americanos estariam
trabalhando no caso, que pode se estender às empresas fornecedoras de
serviços da estatal.
A companhia, que tem ADRs (recibos de ações negociados na Bolsa de
Valores de Nova York), deve seguir regras de governança estabelecidas
pela SEC, que corresponde nos EUA à CVM (Comissão de Valores
Mobiliários).
"Os controles se referem não somente às auditorias variadas, mas à
obrigação de cumprir as normas antifraudes SOX (Lei Sarbanes-Oxley)",
diz o relatório enviado para clientes, ao qual o jornal O Estado de S.
Paulo teve acesso.
A Arko diz que as investigações apontam que a Petrobras "operou de
forma desgovernada e submetida a interesses corruptos, conforme as
delações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal,
e do doleiro Alberto Youssef". Procurada, a SEC se recusou a comentar o
caso. As investigações costumam ser conduzidas em sigilo pelo órgão
americano. A Petrobras não se posicionou até a noite da quinta-feira
(16).
Pelas conclusões preliminares da SEC, o caso poderia se relacionar
não apenas ao mercado acionário, mas se transformar em questão criminal.
As prestadoras de serviços da Petrobras podem ser convocadas para
prestar esclarecimentos. Também podem ser chamados para depor os
envolvidos nas denúncias. Há ainda a possibilidade de serem aplicadas
multas.
De acordo com a consultoria, os órgãos americanos estão preocupados
em não vazar as conclusões preliminares em ambiente eleitoral, "devido a
seu potencial desestabilizador".
A reportagem tentou contato, mas não obteve retorno dos responsáveis
pelo relatório, entre eles, o fundador da Arko, Murillo de Aragão. O
informe da consultoria, que possui sede em Brasília, tem sete páginas e
traz outras informações, como a agenda política da semana.
Fonte:R7
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