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Ana Paula Santiago, - mãe de Laiz Santiago, assassinada por Luiz Guilherme Elias Cavalcante -, acredita que o crime foi planejado. O rapaz também é acusado de matar o pai, Luiz Gonzaga, e está sendo julgado neste momento, em sessão presidida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. O duplo homicídio foi cometido no dia 26 de agosto de 2012, no Conjunto Habitacional Aruanã II, em Goiânia. Antes do julgamento começar, Ana Paula falou sobre a expectativa de condenação. "Não há um dia que eu passe sem pensar na condenação. Quero justiça pela vida da minha filha". Segundo a mãe, antes de cometer o crime, Luiz Guilherme ligou para ela para pedir desculpas. "Eu não entendi o pedido, achei que ele se desculpava por ficar alguns dias sem vir a minha casa". O crime teve traços de crueldade, que indicam a premeditação, segundo conta Ana Paula. "Se fosse um assassinato passional, por causa de uma briga, ele não teria feito minha filha sofrer tanto. Ela morreu de hemorragia, lentamente, e não imediatamente por uma facada", detalha a mãe. Caso o júri decida pela condenação por homicídio qualificado, Luiz Guilherme poderá ter pena de 12 a 30 anos de reclusão. A informação é do juiz Jesseir. "Contudo, como se trata de um júri popular, não temos como adiantar um resultado", enfatizou. A estratégia da defesa é considerar o acusado como semi-imputável, isto é, cometeu o crime por ser perturbado e, ainda, sob efeito de drogas. Caso a tese seja aceita pelo corpo de jurados, a pena pode ser reduzida em até 2/3. (Texto: Lilian Cury - Centro de Comunicação Social do TJGO)
Fonte:TJGO
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