O ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Teori Zavascki, homologou nesta sexta-feira (19) o acordo de
delação premiada do doleiro Alberto Youssef, apontado pela Polícia
Federal e pelo Ministério Público Federal como chefe do esquema
investigado pela Operação Lava Jato, que revelou desvio de dinheiro de
contratos da Petrobras.
Com a homologação, o ministro aprovou os termos do acordo feito pelo
Ministério Público com Youssef na delação premiada, pela qual ele aponta
delitos, nomes de envolvidos e como obter as provas em troca de uma
possível redução da pena, caso o que falou seja comprovado.
Agora, caberá ao Ministério Público fazer a separação do que será
investigado futuramente pelo STF (instância máxima do Judiciário, que
julga deputados, senadores e ministros), pelo Superior Tribunal de
Justiça (onde governadores respondem a processos) e também pela Justiça
Federal no Paraná (que julgará as pessoas sem o chamado foro
privilegiado). Esse desmembramento deverá ser feito a partir do dia 2 de
janeiro.
A delação de Youssef chegou ao gabinete de Teori Zavascki na última
terça (16) e se juntou à do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
Paulo Roberto Costa, que, segundo as investigações, operava os desvios
de dinheiro nos contratos da estatal em favor de partidos políticos. A
delação de Costa chegou ao STF em setembro e já havia sido
homologada por Zavascki.
Para homologar a delação, Zavascki enviou um juiz auxiliar do gabinete
para Curitiba, onde ele visitou Youssef no hospital onde estava
internado para verificar se o acordo de colaboração foi feito conforme
manda a lei. A reunião foi gravada e concluiu-se pela regularidade da
delação.