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| Convidado indigesto para Copa, Blatter garante que nunca recebeu dinheiro de corrupção |
| Data Publicação:01/07/2018 |
Em época de Copa do Mundo, esse senhor era sempre o mais procurado e festejado por muitos envolvidos no futebol. Com seu terno azul e o símbolo da mais poderosa entidade do esporte, o suíço era nome certo nos grandes eventos. Três anos após ser suspenso, Joseph Blatter, 82 anos, é o ex-presidente da FIFA e mais um na multidão que estava na Rússia para a competição.
Blatter falou ao Yahoo Esportes por telefone. O ex-poderoso do futebol estava à caminho de Zurique, mas garantiu que retornará para Moscou antes do final da Copa do Mundo. “Futebol não deixou de ser minha vida e seguirei desfrutando da Copa”, afirmou.
Por 17 anos, conversar com Blatter era quase impossível. Desde que foi suspenso e deixou a presidência, o suíço resolveu falar sobre tudo que esteve envolvido – na sua visão. A presença dele em Moscou não foi bem vista pela FIFA. Dirigentes ouvidos pela reportagem do Yahoo Esportes não queriam que o antigo chefe participasse da Copa como convidado VIP. Porém, a ideia partiu de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e a entidade apenas aceitou o comparecimento.
“Encontrei-me com Putin e falamos apenas de futebol. Estou aqui para aproveitar a Copa do Mundo como torcedor. Não quero envolvimento com a FIFA”, afirmou o ex-presidente.
Falando de futebol, Blatter comentou sobre o Brasil na primeira fase da competição, inclusive esteve em São Petersburgo para assistir à sofrida vitória da Seleção por 2 a 0 contra a Costa Rica. “A equipe poderia jogar com mais velocidade ao ataque, mas creio que evoluiu bastante da primeira para a terceira partida e sempre será uma das favoritas”, comentou.
A reportagem entrou em um assunto espinhoso com o suíço: Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Em um primeiro momento, o ex-mandatário da FIFA afirmou que não gostaria de conversar sobre assuntos relacionados com a entidade, mas mudou o tom ao comentar sobre o Mundial, seu último como presidente.
“A Copa do Mundo no Brasil foi muito complexa em vários aspectos. Desde à organização, pelo momento que o país vivia, e pela oposição. O Lula (presidente do Brasil entre 2002 e 2010) queria 17 estádios, reduzimos para 12, mas tivemos de manter Manaus. Não foi o jeito mais prático que organizamos um Mundial”, disse.
Questionado sobre os ‘elefantes brancos’ que alguns estádios, como o de Manaus, viraram, Blatter foi categórico: “a prefeitura da cidade nos garantia que o local não viraria um ‘elefante branco’ e tenho certeza que são utilizados da melhor forma possível”. Para exemplificar, a Arena foi utilizada três vezes na disputa do Campeonato Estadual do Amazonas. Em Cuiabá, a Arena Pantanal teve apenas quatro jogos e receberá 15 eventos não ligados ao esporte durante o ano.
Para Blatter, o maior problema da Copa do Mundo no Brasil foi a excessiva participação de pessoas. “Em todas as cidades que chegávamos para conversar, o governo nos apresentava para uma centena de pessoas que cuidavam de cada detalhe do estádio. A corrupção ou não do Mundial é um problema do país”, garante.
O suíço se esquivou de falar sobre o trio Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, os três últimos presidentes da CBF e que estão com problemas na Justiça. “Eu não gostaria de falar sobre pessoas que estão envolvidas em processos. Pode trazer problemas para mim, mas posso garantir que a FIFA nunca foi corrupta, como é apontado por vocês (imprensa).”
Fonte:Yahoo.com
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