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Brasília - Às vésperas do julgamento do mensalão, o PT tenta abafar o maior caso de corrupção da história do país quitando os empréstimos contraídos com os bancos BMG e Rural, no valor total de R$ 55 milhões. A análise foi feita pelos deputados Antonio Carlos Mendes Thame (SP), Vanderlei Macris (SP) e Walter Feldman (SP) sobre nota publicada pela “Folha de S.Paulo”. Enquanto isso, as contas da legenda surpreendem: o PT nacional arrecadou R$ 50,7 milhões por doações privadas em 2011, fora do período eleitoral. Os números são absolutamente desproporcionais aos de outras siglas, como destacou nesta semana o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE).
O PT teria feito um acordo para pagar oito empréstimos feitos entre 2003 e 2004. Segundo a Procuradoria Geral da República, o dinheiro ajudou a irrigar o esquema do mensalão. Segundo a denúncia, as dívidas foram feitas para legalizar o desvio de recursos. Para Mendes Thame, a iniciativa do PT não surpreende. Segundo ele, o pagamento não inocenta os envolvidos no caso. “É uma tentativa de matar um dos argumentos de que esses financiamentos eram fajutos, simplesmente para financiar as atividades de caixa dois do partido. Na verdade”, afirmou.
Para Macris, causa estranheza a coincidência do pagamento aos bancos. “Me parece que a tentativa é amenizar a possibilidade de condenação do mensalão. Ou então é muita coincidência. Mas esse julgamento haverá de ser feito com a condenação daqueles que praticaram o maior escândalo de corrupção do Brasil”, ressaltou.
Feldman argumenta que o PT age como tudo já tivesse sido superado, mas povo espera punição aos responsáveis pelos desvios. “É uma tentativa de se aproveitar de brechas da lei para tentar esconder o sol com a peneira. Esperamos que o Supremo decida favoravelmente a respeito”, disse.
Nesta semana, Bruno Araújo citou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as vultosas contribuições ao fundo partidário do PT. Enquanto o PSDB recebeu doações de R$ 2,3 milhões e o PMDB de R$ 2,8 milhões, a legenda da presidente Dilma recolheu R$ 50,7 milhões. “Esse número faz todos repensarem. Primeiro, quem está na base do governo, por que esse tratamento de captação diferenciado”, questionou o tucano da tribuna.
Fonte:Psdb Site
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