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| Ana Amélia aceita ser vice de Alckmin na disputa pelo Planalto, dizem aliados |
| Data Publicação:03/08/2018 |
A senadora gaúcha Ana Amélia (PP), 73, aceitou na tarde desta quinta-feira (2) ser vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) para disputa pelo Palácio do Planalto.
A informação foi confirmada à Folha de S.Paulo por lideranças de dois partidos que integram a aliança do PSDB. Ana Amélia ainda está reunida com aliados em seu gabinete no Senado.
Ela havia sido procurada por Alckmin na quarta (1º) e prometido uma resposta ainda nesta quinta.
Além da questão de saúde -foi internada nesta semana com uma crise de hipertensão-, a gaúcha analisava questões políticas no Rio Grande do Sul, onde integra a chapa do deputado Luiz Carlos Heinze (PP), que disputará o governo do estado e faz palanque para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
Até o início desta semana, Ana Amélia descartava ser vice na chapa de Alckmin, mas disse que, agora, analisa a relevância do posto.
Ao longo do dia, o pré-candidato do PSDB e representantes do centrão -DEM, PP, PR, PRB e SD- negaram repetidamente que tivessem feito o convite à gaúcha.
Depois de ser rejeitado pelo empresário Josué Alencar (PR), Alckmin e seus aliados não queriam sofrer o desgaste de uma nova recusa.
O ex-governador de São Paulo se esforçava para chegar à convenção de seu partido, no sábado (4), já com o posto de vice definido.
O nome de Ana Amélia não é consenso em seu partido e também entre siglas do centrão. Embora Ciro Nogueira diga não haver veto à gaúcha, correligionários reconhecem a total falta de entrosamento entre a senadora e a cúpula do partido.
Aliados de Nogueira dizem haver preocupação com uma eventual perda de poder da ala nordestina do PP.
Além da presidência da legenda com o senador do Piauí, cabe ao paraibano Aguinaldo Ribeiro a liderança do governo na Câmara, e ao alagoano Arthur Lira a liderança do PP na Casa.
Outra preocupação é que, ao levar um quadro do partido para a Vice-Presidência, Alckmin queira diminuir o espaço que o PP tem hoje na Esplanada dos Ministérios.
A sigla domina atualmente as pastas de Saúde, Agricultura e Cidades, além da Caixa Econômica Federal. Integrantes da bancada do partido dizem ironicamente que Ana Amélia tem que ser tratada como cota pessoal do tucano.
Pela manhã, Ana Amélia disse que só acetaria a vaga na chapa do PSDB se pudesse manter sua autonomia em um eventual governo.
"Em qualquer lugar que eu estiver, se eu não for independente, se eu não pensar e agir com as minhas convicções, não serve para mim", afirmou a senadora.
Nascida em Lagoa Vermelha (RS) e jornalista durante cerca de 40 anos, ela termina em 2018 seu primeiro mandato e estava empenhada em tentar a reeleição. Ao longo de seus oito anos no Senado, Ana Amélia apresentou 91 projetos de lei e 14 PECs (propostas de emenda à Constituição). Seis propostas apresentadas ou relatadas por ela se tornaram lei.
O ingresso da senadora na chapa de Alckmin bagunça o cenário da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. Bem colocada nas pesquisas para reeleição, Ana Amélia dava força à candidatura de Heinze.
Além disso, os gaúchos terão que tentar uma composição entre PP e PSDB, já que os tucanos estão na disputa com o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite.
Fonte:Yahoo.com
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