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| Debate entre presidenciáveis na RecordTV: checamos em tempo real |
| Data Publicação:01/10/2018 |
Oito candidatos à Presidência da República participaram na noite de domingo (30) do debate promovido pela RecordTV. Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriota) estiveram no encontro, que durou cerca de duas horas e meia. Jair Bolsonaro (PSL) não participou por recomendações médicas. Ele ainda se recupera do atentado sofrido no dia 6 de setembro.
A Lupa acompanhou o debate, checando as frases ditas pelos presidenciáveis em tempo real. As checagens também foram publicadas no Twitter, no @agencialupa. As assessorias das campanhas dos presidenciáveis foram avisadas e poderão enviar comentários sobre as verificações a qualquer momento.
Veja o resultado a seguir:
“O Bolsa Família [custa] 0,5% do PIB”
Marina Silva (Rede)
EXAGERADO
Em 2017, o governo repassou R$ 29 bilhões para o programa Bolsa Família. Isso equivale a 0,44% do Produto Interno Bruto (PIB) do mesmo período, que foi de R$ 6,6 trilhões. Ou seja, Marina exagerou o dado. O investimento no Bolsa Família deveria ser de R$ 33 bilhões para equivaler a 0,5% do PIB.
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“Nós vamos isentar 10 milhões de brasileiros do Imposto de Renda, aqueles que ganham até R$ 5 mil”
Alvaro Dias (Podemos)
DE OLHO
O programa de governo do candidato Alvaro Dias, de fato, fala sobre a necessidade de diminuir impostos. Contudo, o documento não traz a proposta específica que o candidato do Podemos citou durante o debate da RecordTV. Não fixa a quantidade de brasileiros que seriam isentados do IR e que faixas salariais seriam beneficiadas.
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“O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo”
Guilherme Boulos (PSOL)
INSUSTENTÁVEL
A Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Interssexuais (Ilga) afirma que “a ausência de informação estatística detalhada nos índices de violência que afetam a população LGBT da região [América] continua sendo um dos desafios mais significativos”. A Ilga aponta que houve 340 assassinatos de pessoas LGBT no Brasil em 2016, mas destaca que não há comparação com o resto do mundo.
Segundo o relatório do Grupo Gay da Bahia, em 2017, 387 pessoas LGBT foram vítimas de assassinato e outras 58 cometeram suicídio. O relatório diz o seguinte: “matam-se muitíssimo mais homossexuais aqui do que nos 13 países do Oriente e África, onde há pena de morte contra os LGBT”. Entretanto o relatório também não cita os números de outros países ou fontes que corroborem essa informação, o que impede uma comparação direta.
O relatório anual de Monitoramento de Assassinatos de Pessoas Trans de 2016 mostra que o Brasil é o país que mais mata, em números absolutos, transsexuais no mundo. Entretanto, ele trata apenas de uma parcela da população LGBT.
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“Gastamos R$ 700 e alguma coisa [na campanha presidencial]”
Cabo Daciolo (Patriota)
VERDADEIRO
De acordo com a prestação de contas do candidato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Daciolo já gastou R$ 738,37 – a maior parte na taxa de administração de uma campanha de financiamento coletivo.
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“O Brasil sequer tem satélite de comunicação”
Cabo Daciolo (Patriota)
FALSO
O primeiro e único Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – de uso militar e civil e operado inteiramente por brasileiros – entrou em órbita em maio de 2017. O SGDC foi lançado por encomenda da Telebras S.A. e tem por objetivo garantir uma comunicação segura por satélite das Forças Armadas e do governo. O Exército utiliza 30% da capacidade do satélite para garantir sua comunicação em áreas de fronteira, por exemplo, entre outros serviços.
Ao mesmo tempo, o equipamento deveria fornecer serviços de comunicação de banda larga a territórios isolados do Brasil. Mas uma disputa judicial envolvendo a Telebras e a Viasat, empresa americana contratada para instalar os pontos de conexão, impede o funcionamento pleno. O caso está no Supremo Tribunal Federal.
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“A Constituição Federal tem mais de 100 emendas constitucionais”
Fernando Haddad (PT)
Fonte:Yahoo.com
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