Estados Unidos - A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu para 7% em novembro, atingindo seu nível mais baixo em cinco anos, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira e que reavivaram as especulações sobre o possível corte de estímulos econômicos por parte do Federal Reserve americano. A queda foi maior do que o previsto, e a criação de emprego também superou as expectativas, segundo dados do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego retrocedeu 0,3 ponto percentual em relação a outubro, situando-se em 7% pela primeira vez desde novembro de 2008. Já o número (líquido) de novos empregos chegou a 203 mil, superando as estimativas dos analistas, que anteciparam uma leve queda de 7,2% no desemprego, com 188 mil novos contratos de trabalho. O total de empregos criados também superou as expectativas, com 3.000 a mais do que em outubro. O ritmo médio de criação de emprego nos últimos três meses foi de 193 mil postos ao mês, muito acima dos 166 mil no período junho-agosto. Já o número de americanos desempregados se reduziu em 365 mil, chegando a 10,9 milhões, enquanto o total daqueles que já não fazem parte da população economicamente ativa também caiu. O número de pessoas que trabalham em tempo parcial também baixou - para 331 mil. Os analistas ressaltam que o fortalecimento do mercado de trabalho pode dar ao Fed argumentos para começar a retirar o estímulo econômico de US$ 85 bilhões mensais em compras de bônus do Tesouro e títulos hipotecários. O presidente da instituição, Ben Bernanke, já anunciou que o Fed poderá terminar com os estímulos. Para alguns especialistas, porém, diante da expectativa de um crescimento fraco no quarto trimestre, a decisão de reduzir o programa poderá ser adiada e não ser adotada na reunião do Comitê de Política Monetária de 17 e 18 de dezembro. "As lojas estão deixando de lado as preocupações com impostos e contratando a um ritmo suficiente para manter a taxa de desemprego em baixa. Em resposta, os consumidores estão gastando mais", disse o economista Sal Guatieri, da BMO Capital Markets. Jim O"Sullivan, da High Frequency Economics, destacou que a inflação levará o Fed a manter seu programa "por mais uma reunião".
Fonte:agencia AFP
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