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| Política Trump: ao menos 51 crianças brasileiras foram separadas dos pais nos EUA |
| Data Publicação:27/06/2018 |
O cônsul-geral adjunto do Brasil em Houston (Texas), Felipe Santarosa, confirmou nesta segunda-feira (25) que há 51 crianças brasileiras separadas dos pais nos EUA em decorrência da política instituída por Donald Trump de tolerância zero com imigrantes sem documentos. As crianças foram separadas de seus pais depois de terem cruzado a fronteira com o México.
Até a sexta-feira (22), a informação era de 49 menores. Felipe Santarosa informou que, dessas 51, oito crianças estão sob a jurisdição do consulado em Houston. Uma delas, um menino de nove anos, deve se reencontrar com a mãe em breve.
Disse o cônsul-geral adjunto à Agência Brasil.
Ele informou que ainda é preciso passar por um processo burocrático para que a criança possa se encontrar com a mãe, que está no estado de Massachusetts depois de ter recebido liberdade condicional da justiça norte-americana na quarta-feira (20) da semana passada. O menino está em um abrigo perto de Houston.
Por enquanto, a assistente social do abrigo está providenciando os papéis para poder promover o reencontro da família. O garoto já conversou com a mãe por telefone, e a família deve ficar nos Estados Unidos até que o processo seja finalizado e a Justiça estadunidense decida se ela pode ficar no país ou deve ser deportada.
Santarosa diz que conversou com o menino na sexta e que ele está sendo bem tratado.
Segundo o cônsul-geral adjunto, o menino está em um abrigo pequeno, para apenas 170 crianças. Como é o único que fala português, ele acaba se comunicando em espanhol na maior parte do tempo, embora tenha direito a solicitar um intérprete do idioma materno quando houver dificuldades de comunicação.
Migrar é natural. Migrar é um direito.
Em entrevista concedida ao Justificando, a advogada especialista em refúgio e migração e idealizadora do projeto Vidas Refugiadas Gabriela Cunha Ferraz afirma que não existe uma crise migratória a ser combatida.
Para Gabriela é preciso reconhecer um direito à migração para que se possa cobrar dos Estados mais organização e segurança quanto aos fluxos migratórios naturais.
A advogada aponta, ainda, a necessidade de se reconhecer um recorte étnico e econômico quando se fala de “crise migratória”.
Quanto à política de tolerância zero de Donald Trump, Gabriela argumenta que a ação americana é completamente contrária ao posicionamento das agências e organizações internacionais pois vai na contramão de todos os tratados e diretrizes estabelecidos sobre imigração.
Fonte:Yahoo.com
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